sexta-feira, 22 de outubro de 2010

"In our happiest times we do not want to die. The wish for death rises only when our suffering seems unbearable. What we really want in those times is not death, but relief."

John Piper - For your Joy

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Why Johnny Can´t Sing Hymns (1)

Gordon foi pastor a full-time durante 9 anos, conta-nos que seguia a Liturgia de Estrasburgo, de Calvino. O que é que isto quer dizer? Que o serviço era composto por uma oração de confissão corporativa e o período de louvor (o que se cantava) era composto essencialmente por Hinos. Falando das duas situações, Gordon mostra a dificuldade de escolha, o que seria apropriado para determinado culto e uma preocupação em escolher hinos. I can honestlyy say that I never selected a hymn that was heterodox or unlawful. Gordon refere a importância e conteúdos teológicos dos hinos e a forma como falam às nossas circunstâncias. Neste ponto estou de acordo com Gordon, a escolha feita nas nossas igrejas baseia-se, por vezes, mais no estilo e sentimento que determinado hino possa causar do que no significado e aplicação desse mesmo hino. Gordon vai mais longe e faz um comentário com o qual não concordo, porque me parece demasiado explícito e que foge ao importante. Gordon não gosta, e não o esconde, do louvor contemporâneo (veremos porquê). Eu não tenho problemas com o estilo e a forma do louvor contemporâneo, antes com o conteúdo de algumas das músicas que cantamos, que considero teologicamente fracas, em alguns casos.
But we rarely find a similar awareness of the rationale for including or excluding contemporary worship music.
A posição de Gordon baseia-se na descrição da música e cultura pop como criadas com propósitos comerciais. O objectivo de qualquer actividade comercial é que compremos determinado produto, nunca questionar se e porquê o devemos fazer. Daí que a conclusão seja a de evitarmos dar como razão para termos um louvor contemporâneo a questão do gosto.

Gordon analisa algumas passagens bíblicas que têm a ver com a "Casa de Deus" e o facto de sermos "Templos de Deus" (I Tim.3:14-15; I Pedro 4:17; I Coríntios 3:16-17; II Coríntios 6:16 e Efésios 2:21)
House of God, biblically, is redemptive, and communicates nothing less than the reversal of the curse-banishment of Genesis 3, and the restoration of a once-banished race to the presence of its Maker. (...) For this assembly to be designated by God as his house is itself a redemptive truth of uncanny importance, indicating that the dwelling-place of God is again with humans. For this reason, then, no discussion about what takes place in the House of God is insignificant (...) but every aspect of the house of God is significant, including how it worships God in song."
O autor foca de seguida a importância da adoração e louvor na Bíblia, realçando várias passagens que contêm hinos/canticos e o facto de termos na nossa Bíblia um livro dedicado a cânticos de louvor e adoração.
"Song is the divinely intituted, divinely commanded and divinely regulated means of responding to God´s great works of creation, preservation, and deliverance. Worship song is both the remarkable privilege and the solemn duty of the redeemed.
Este é o ponto de Gordon e a base para discutir o louvor como uma forma de entretenimento . Para Gordon devemos tentar distinguir entre música e música sacra/de louvor, assim como distinguimos falar em público de pregar. Claro que Gordon acha que a música de louvor é música, mas coloca-a numa categoria à parte.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Why Johnny Can´t Sing Hymns

Why Johnny Can´t Sing Hymns - How Pop Culture Rewrote the Hymnal
T. David Gordon

Este livro de T. David Gordon não é mais um livro de louvor, o seu escopo é mais específico e discute uma coisa, o problema da tradição cristã ter quase que sucumbido à contemporaneidade do louvor actual. O que o distingue não é tanto o seu escopo, mas a discussão que faz sobre a cultura, formas de entretenimento e a forma como coloca a Igreja neste contexto.
Gordon tem pontos interessantes, mas preconceitos fortes e aplicações que pelo menos para mim são complicadas de concretizar. Tem, no entanto, a capacidade de nos fazer pensar sobre estas questões.

Gordon ensina media ecology no Grove City College. Ensina o quê? Media ecologists look at all media in a particular way. They view media both as social constructs (things that reflect cultural values) and as social constructors (things that shape cultural values). Media ecologists tend, therefore, to ask a range of questions that others do not. They tend, for example, to view pop culture itself as a medium, something created by a culture that, in turn, shapes the culture in particular ways (P.9)
Esta é, então, parte da base teórica para perceber a estrutura do livro. Gordon é pastor, presbiteriano, e esse aspecto poderá explicar o restante (não é uma crítica, mas sabemos que as denominações ou tendências teológico-doutrinárias se apegam a determinados pontos de vista para explicitar as suas opiniões. O que quero dizer com esta frase é que a opinião poderia seria distinta fosse o autor (neo)pentecostal ou arminiano).

O autor afirma que a contemporaneidade é um valor implícito na nossa cultura, ouvimos música onde quer que estejamos (carro, emprego, lojas, através de uma série de dispositivos que possuímos ou que nos é dado o acesso, quer queiramos ou não - a ubiquidade da música na nossa sociedade é um dado indesmentível), para ele esta predominância de música contemporânea faz com que, em larga medida, as novas gerações ignorem a música que as antecedeu, talvez não em décadas, mas sem séculos. O verbo ignorar tem aqui um duplo sentido, ignoram no sentido de desconhecem, ou quando conhecem passam por cima dela, não a entendendo ou gostando.
Gordon descreve a postura de algumas igrejas (enquanto corpo) em momentos de louvor como similares à postura em concertos nos anos 60. The sixties is the watershed: everything before the sixties is "old"; everything after is "contemporary". (p.13)
O que Gordon quer dizer é que a maior parte da música que ouvimos é pop e tomamos este género como o único tipo de música que existe, quando ouvimos algo que não segue as mesmas regras, achamos estranho e não nos parece música, pelo menos música que queiramos cantar ou ter nas nossas igrejas.
Gordon pretende que entendamos o seu livro como descritivo, mas confessa que que muito dele é prescritivo e proscritivo. My goal is to explain why we have a preference for music that is often literally, theologically, or musically inferior, and i cannot do this by merelly asserting that much contemporary worship music is inferior" (p.15)

É então este livro que nos acompanhará nos próximos dias. Sintam-se livres de comentar e discutir alguns dos pontos referidos ou feitos por mim.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Adoração e louvor

Neste momento há poucos assuntos que me interessem mais do que aqueles relacionados com adoração e louvor. Tenho uma série de livros sobre o assunto e estou a ler dois ou três desses livros.
O meu interesse sobre a questão parte, provavelmente, da consciência das alterações efectuadas na minha igreja e das opções tomadas.
Alguns acham-me demasiado conservador, outros argumentam que é uma questão de gosto, uns concordam comigo mas sem grande convicção, já que concordam com as opiniões contrárias. Não pensem que no tocante a esta questão pense que seja tudo uma questão de gosto ou de opinião, penso que há princípios claros na Palavra que nos indicam que nem tudo é deixado ao gosto de cada um.

Clarificando:

- será igual ter membros na equipa de louvor que não sejam crentes ou que publicamente ainda não tenham dado esse testemunho? Ou nas palavras de Tozer, somente o crente adora.
- pessoalmente, o estilo não me incomoda, tenho encontrado autores que desconfiam de determinados instrumentos, ainda não tomei uma decisão acerca disso.
- mas se o estilo é quase sempre secundário (ainda que dependa do que se toca e da forma como se toca), o conteúdo não é, pelo menos para mim. Sinto que muitas vezes, estamos a cantar pouco mais do que mantras, pequenas frases com conteúdo teológico curto, durante grande parte das nossas reuniões.
- o louvor é a parte central dos nossos cultos? Quanto tempo dura o louvor e quanto tempo dura a pregação, leitura da Palavra e oração?
-seria capaz de estar numa igreja sem louvor? Conseguiria estar numa igreja sem pregação? São duas perguntas "parvas", mas como já ouvi respostas "parvas", coloco-as aqui.
- será que a emoção e "os encontros com Deus" que alguns têm através do louvor são bíblicos? Qual o objectivo do louvor? O que é louvor e adoração?
- quantas pregações já ouvi sobre louvor e/ou adoração? Tenho sido ensinado como praticar estas duas áreas da vida cristã? O meu/teu pastor já pregou sobre princípios relacionados com estas duas áreas?
- sinto que por vezes há menos problemas em discutir questões teológicas, até de uma forma dura, mas que há um cuidado quase temeroso em discutir a adoração e louvor.
- que preparação teológica tem o líder de louvor e os músicos? Precisam de ter ou bastam ser bons músicos?
- deverá haver ligação/comunicação entre a equipa de louvor e o pastor/pregador? Haver um cuidado nas escolhas feitas, tendo em conta a mensagem que vai ser pregada?
- qual o papel da comunidade/igreja? Muitas vezes estou na congregação e não os oiço cantar, não estou a ouvir a congregação a cantar, mas a equipa de louvor. É isto lícito? Bom? Um erro?
- Não critico os cuidados/preparação musical, mas critico a falta de cuidados com a letra. Quantas vezes tenho olhado para as letras projectadas na tela e vejo erros ortográficos, de pontuação, de sentido. São estas coisas de pequena importância?

Estas são algumas das questões que me levam a procurar aqui e acolá livros sobre este assunto. Confesso que nem sempre concordo com as premissas e conclusões daqueles que parecem estar do "meu lado". Este facto só mostra como somos distintos e como estas duas questões mexem com muita coisa.
Por isso, sim, algumas das leituras serão sobre louvor e adoração, o próximo livro que comentarei aqui será sobre isso mesmo.

Até amanhã.

Praise and Worship

There are now few subjects that interest me more than those related to worship and praise. I have a number of books on the subject and I am reading two or three of these books.
My interest in the question comes from the awareness of changes in my church and of the choices made.
Some find me too conservative, others argue that it is a matter of taste. Do not think that on this issue I think it's all a matter of taste or opinion, I think there are clear principles in the Word that indicate that not everything is left to the taste of each one.

Clarifying:

-Is it the same to have believers or non believers in the team of praise? Or as Tozer put it, do we believe that only the believer worships.
-personally, the style does not bother me, I have found authors who distrust of certain instruments, i don´t find a problem with that.
-But if the style is almost always secondary (still reflecting what is played and how it changes it), the content is not, at least for me. I feel that we are often little more than singing mantras, small short phrases with almost no theological content, for most of our meetings.
-praise is the central part of our cults? How long lasts the praise and how long the preaching, reading of the word and prayer?
-would we be able to be in a church without praise? Would in a church without preaching? These questions seems to be stupid questions, but i´ve heard "stupid" answers, so... i asked them anyway.
-are the excitement and "encounters with God" that some have through praise/worship Biblical? What is worship´s aim? What is praise and worship?
-How many sermons we´ve heard about praise and/or worship? I have been taught how to practice these two areas in my Christian life? Has my pastor (or yours) already preached about principles related to these two areas?
-I feel that sometimes there are fewer problems in discussing theological issues, even in a tough way, but that there is a fearful care when discussin worship and praise.
-should the worship leader (and the worship team) have theological preparation? Or should they be only good musicians?
-There should be communication between the worship team and the pastor or preacher? Should they be careful on the choices made, taking into account the message that will be preached?

-What´s community´s role? Many times I'm in the Congregation and i don´t hear them singing, I'm not listening to the congregation to sing, but only the worship team. Is it good or an error?
- How many times I have read the lyrics on screen and i see misspellings, punctuation errors? Are these  minor things?

These are some of the issues that lead me to think about this and read  books on this subject. I confess that i don´t always agree with the assumptions and conclusions of those who seem to be on "my side". This just shows how we are different and how these two issues stir us.
So, Yes, some of the readings will be on praise and worship, the next book that'll comment here is about just that.

Until tomorrow.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Agradecimento

Agradecimento sincero ao Jo pelo destaque. Keep up, Brother.

Das leituras

O livro de Dever contém mais dois capítulos, um sobre o Antigo Testamento, outro sobre o Novo. Cada um deles estende aquilo que foi dito e sugerido no primeiro capítulo sobre toda a Bíblia. Deixo-vos o convite de os ler. Afinal, vou separar-me deste pequeno livro, dando-o a um amigo.
What Does God want of us Anyway é tão pequeno quanto interessante, ajuda-nos a ter uma imagem da Mensagem Bíblica enquanto um todo. Não são feitas grandes considerações para a leitura de cada um dos sessenta e seis livros da Bíblia, Dever opta por nos dar algumas chaves para a compreensão da Bíblia.
Penso que estas mensagens são importantes para as igrejas, fico temeroso quando penso na cultura bíblica dos nossos irmãos, que se sentam ao nosso lado nas igrejas. Fico temeroso quando vejo pouco ou nenhum crescimento, vou vendo Bíblias deixadas na igreja semana após semana.
Cabe-nos limpar o pó das nossas Bíblias e ler a Palavra de Deus como aquilo que é, Palavra de Deus.

Sites de interesse:
http://www.capitolhillbaptist.org/we-equip/adults/core-seminars/ - alguns cursos/lições sobre alguns assuntos. Há dois cursos particularmente interessantes, uma visão geral sobre o Antigo Testamento e outra sobre o Novo Testamento. Grátis. Dêem uma vista de olhos.

Livros que podem ser de interesse sobre este assunto:


Um autêntico tijolo. Dever trata de cada um dos trinta e nove livros do Antigo Testamento, como? Com uma pregação sobre cada um, na pregação percebemos a estrutura do livro estudado e os seus principais temas. Indispensável. Muito bom.


A mesma estrutura do livro anterior, mas agora referente a cada um dos vinte e sete livros do Novo Testamento. Igualmente útil.



Diametralmente oposto aos anteriores no que diz respeito ao número de páginas (menos de 100 páginas). É tão pequeno como útil. Driscoll fala da autoria dos livros, do que o AT diz acerca do AT e do que o NT diz acerca do AT, mostra-nos o que Jesus disse acerca do AT, como foi escolhido o canon, qual a mensagem do AT e na segunda parte faz uma descrição de todos os livros (autor, tema, quando foi escrito, etc).

Similar em termos de estrutura ao livro sobre o AT, mas agora relativo ao NT. São as únicas duas obras que conheço de Driscoll, mas aconselho vivamente.